Para que organizações adaptem-se ao novo normal e protejam dados sensíveis, a conscientização sobre LGPD e proteção de dados é fundamental.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) revolucionou o modo de as empresas manipularem dados sensíveis internos e de clientes, impactando diretamente aquelas que lidam diariamente com o consumidor, como call centers e contact centers.

Vigente desde setembro de 2020, a nova Lei trata-se de uma extensão adaptada à realidade brasileira da GDPR, Regulamento Geral de Proteção de Dados, vigente na Europa desde maio de 2018. Seu principal objetivo é permitir que o consumidor escolha quais dados pessoais seus uma empresa poderá ou não tomar conhecimento. 

Porém, apesar de apesar da segurança de dados ser a principal preocupação de executivos, poucos treinam seus funcionários para estarem alinhados às normas exigidas pela LGPD.

Segurança da informação: Apenas 6% das empresas possuem profissionais dedicados

O último trimestre de 2020 registrou 850 mil tentativas de ciberameaças. Os dados são de um relatório da Fortinet, divulgado pelo portal Canaltech.

O alto número de registros, por sua vez, pode ser explicado devido ao aumento do home office durante a pandemia do coronavírus (COVID-19), onde criminosos digitais aproveitaram a crise para deixar vítimas.

Outra pesquisa, realizada pela Flipside em parceria com a Eskive, concluiu que 66% das empresas dedicam de 1% a 25% do tempo de sua equipe de segurança da informação em programas de conscientização, e apenas 6% possuem um profissional dedicado. 

Intitulada “ 5ª Pesquisa Nacional Eskive sobre Conscientização em Segurança da Informação”, o estudo entrevistou 300 profissionais de segurança das principais empresas brasileiras.

Fica claro, assim, que apesar de uma maior conscientização sobre a importância da LGPD, poucas empresas se esforçam para que seus agentes sejam capazes de manipular dados sensíveis de forma segura.

Fator humano é a principal vulnerabilidade para ataque à dados sensíveis

A pesquisa sobre conscientização em segurança da informação revelou um cenário embrionário no que diz respeito aos cuidados com dados sensíveis dentro das empresas. 

Uma vez que os cuidados com o armazenamento de dados é pouco incentivado, o fator humano torna-se a principal vulnerabilidade das empresas, deixando-as passíveis das milionárias multas da LGPD. De acordo com um estudo da IBM Security, uma violação custa, na média global, US $ 3,8 milhões para as companhias, e contas comprometidas de funcionários são a causa mais cara.

Segundo especialistas, o fator humano desempenha um papel significativo na proteção dos negócios, da imagem e da estratégia de uma empresa. Apesar de as lideranças se mostrarem presentes para seus funcionários mesmo no modelo de trabalho à distância, espera-se que estas estejam mais cientes quanto à priorização dos investimentos em treinamentos sobre manipulação de informações sigilosas.

Quando questionados sobre qual o aspecto mais importante para um o programa de conscientização dentro das companhias, o apoio e patrocínio da alta administração foi a resposta mais citada pelos executivos entrevistados. 

A “ 5ª Pesquisa Nacional Eskive sobre Conscientização em Segurança da Informação” mostrou ainda um aumento de 11% no apoio da alta direção nesse tipo de iniciativa, deixando evidente que o papel do usuário na proteção das informações entrou na agenda dos executivos em 2020.

LGPD: minimizar riscos, exigências e segurança como estratégia do negócio motivam empresas a investirem em programas de conscientização

Segundo o estudo da Eskive em parceria com a Flipside, minimizar riscos de incidentes, exigências da LGPD e segurança como estratégia do negócio são as principais causas que levam empresas a investirem em programas de conscientização.

Entre as ameaças à segurança da informação que os entrevistados consideram mais relevantes relacionadas aos comportamento dos consumidores destacam-se: aumento dos ataques de phishing (9%), maior preocupação em relação ao uso inadequado do e-mail profissional (16%), uso de grupos de trabalho em aplicativos de mensagens instantâneas (4%), visitas a sites maliciosos (11%) e compartilhamento indevido em redes sociais (3%). 

Esses receios, por sua vez, ganham ainda mais destaque no contexto atual, onde ambientes digitais pessoais e profissionais misturam-se durante o trabalho remoto.

Apenas 29% das empresas capacitam seus funcionários a trabalharem em conformidade à LGPD, segundo estudo 

Informar os usuários sobre privacidade por conta da LGPD é o segundo motivo pela qual empresas investem em programas de conscientização, segundo o estudo. Comparada a 2019, essa interação sofreu um aumento de 6% no último ano.

Porém, apenas 29% das empresas possuem um programa de conscientização dedicado a desenvolver uma cultura de consciência sobre a importância dos dados pessoais e de capacitar seus usuários a como trabalhar em conformidade com a LGPD. Quase a metade (46%) das empresas afirmaram ter efetuado alguma ação de conscientização pontual.

Segundo o relatório, nos últimos seis anos houve um aumento de mais de 10% no número de empresas que começaram a investir em programas de conscientização. Entre os anos de 2016 e 2019, cerca de 33% das empresas não possuíam nenhum tipo de investimento em ações desse tipo, face a 22% em 2020.

Com a maior maturidade dos programas de conscientização dentro das empresas, o resultado mais expressivo foi empresas que não possuíam nenhum tipo de conscientização ou realizavam apenas ações pontuais, diminuindo uma média de 27%. Houve aumento de 21% nas empresas que executavam ações periódicas dentro de um programa de conscientização. O número de companhias que possuíam ações periódicas com processos definidos registrou um aumento de 7%.

O crescimento do número de ataques, o cenário de pandemia, o aumento de exigências regulatórias, o início da LGPD e as expectativas dos consumidores em relação ao nível de proteção de dados exigem das organizações pessoas cada vez mais preparadas e com habilidades que impulsionam a excelência em privacidade e segurança cibernética. Dessa forma, faz-se fundamental que empresas invistam tanto em programas de conscientização quanto em soluções de cibersegurança e de monitoramento de dados sensíveis.

Na opinião de 72% dos consumidores, empresas não estão totalmente preparadas para cumprir normas da LGPD

Apesar de quase dois terços (61%) dos brasileiros ainda não estarem familiarizados com a Lei Geral de Proteção de Dados, a maioria acredita que a aplicação das novas regras será complicada para as empresas, segundo pesquisa da Capterra, divulgada pelo portal CIO

Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados acreditam que as empresas não estão preparadas para assegurar a privacidade dos seus dados conforme a lei. Tal dado pode ser explicado devido ao fato de que apenas 29% alegaram ter sido contatados por empresas para tratar de temas relacionados aos seus dados pessoais.

Fica evidente, portanto, que apesar de mais conscientes, tanto empresas quanto consumidores ainda desconhecem as normas exigidas pela nova Lei. 

Logo, mais uma vez faz-se fundamental o investimento em treinamentos e conscientização sobre o tema, bem como a implementação de soluções de segurança de dados no atendimento ao cliente.

Proteção de Dados é fundamental para empresas se adaptarem ao “novo normal”

Estar em conformidade com a LGPD é fundamental para as empresas adaptarem-se ao “novo normal” do atendimento ao cliente.

Segundo especialistas, o cumprimento da nova Lei permite que organizações estejam mais competitivas e prontas para novos desafios. 

Além disso, estar em conformidade com a LGPD é uma forma de oferecer um serviço de máxima segurança e excelência, uma vez que os atendentes saberão a melhor maneira de manipular dados sensíveis de clientes. 

DNK oferece soluções de atendimento ao cliente alinhadas à nova LGPD

A DNK oferece soluções omnichannel para Call Center e Contact Center, sendo especializada no desenvolvimento de produtos, soluções e serviços de alta performance para as empresas da área.

O uso de tecnologias de última geração juntamente com uma equipe de profissionais experientes, leva a DNK a inovar constantemente para transformar a experiência de clientes e parceiros com seus consumidores.

A DNK preza pela excelência no atendimento ao cliente, fornecendo aos seus parceiros ferramentas e plataformas com funcionalidades inovadoras e customizáveis.

Com os serviços e produtos da DNK, o atendimento ao cliente é realizado através de uma plataforma integrada omnichannel, que conecta todos os canais de atendimento (WhatsApp, voz, web e chat e dentre outros) com rápida recuperação de informações e dados do cliente, de forma a oferecer uma gestão completa e satisfatória da jornada do cliente com resultados diferenciados.

A empresa é reconhecida pelo mercado e premiada pelas suas soluções e cases de sucesso. Campeã da categoria  “Melhor Solução de Autoatendimento” no XXI Prêmio Consumidor Moderno e vencedora do troféu prata no Prêmio Cliente SA 2020, na categoria “Líder em Estratégia de Inovação”, em parceria com um cliente, a DNK compreende que um consumidor bem atendido é o segredo para o sucesso do atendimento.

Compreendida a importância de oferecer soluções integradas e completas com máxima proteção de dados pessoais para estar em conformidade com a nova LGPD, a DNK inova constantemente através da união com parceiros estratégicos, como CS Global IT e MyCena

Além disso, para falar sobre como empresas e pessoas podem se proteger do vazamento de dados pessoais, a DNK promoverá no dia 25 de fevereiro o webinar ao vivo “Vazamento de dados: como empresas e pessoas podem se proteger e mitigar riscos?”. 

Durante a ocasião, o Dr. Luiz Augusto D’Urso, advogado especialista em Cibercrimes e Direito Digital, e Felipe Salgado, diretor de engenharia da DNK compartilharão suas expertises sobre o assunto e apresentarão a nova solução da DNK, que permite monitorar a manipulação de dados sensíveis. 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do link: 

https://mailchi.mp/dnkinfotelecom/webinar-vazamento-de-dados.

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